Por falta de tempo e também por muita preguiça, acabei não escrevendo. Hoje, enquanto estava sem internet e procurava algo para fazer, fui escolher umas fotos para revelar e, quando vi, bateu vontade de escrever de novo.
Como acho que não tem muita graça escrever se ninguém ler, resolvi ressuscitar o blog para divulgar o texto. Lá vai:
Depois de exatamente quatro meses que o ICP
terminou, decidi parar e escolher as fotos que iria revelar (comprei um álbum
de fotos lindo lá na Company D e preciso colocar em uso!). Revivi cada momento
de cada foto: o primeiro dia no Magic Kingdom, as milhares de fotos com o
Mickey, os co-workers, o Vista Way, enfim... Bateu aquela saudade inevitável
que dá vontade de largar tudo e voltar para aquele lugar.
| E no último dia, conseguimos ver um red carpet de verdade! |
Também revivi Los Angeles, cidade que em
apenas cinco dias nos encantou mais que os 7 gelados dias em Nova York. Ver o
tão famoso píer, a roda gigante, colocar os pés no oceano pacífico, os
skatistas de Venice Beach... O cenário de Friends, a Hollywood Boulevard, o red
carpet de Safe Haven... Aquele tour a pé por Beverly Hills com o guia maluco
arranjado pelo hostel... E o que falar do hostel? Primeira experiência em uma
hospedagem assim, e não podia ter sido melhor: cheio de ICPs brasileiros, uns
funcionários malucos e camas incrivelmente confortáveis.
Aí chegou a hora de reviver Nova York. Chegar
no hostel e descobrir que o nosso quarto é do tamanho de um banheiro. E o
banheiro? Seria dividido com todos os outros hóspedes. Decepção. Uma olhava pra
cara da outra e só pensava: cadê minha casa, peloamordeDeus? Mas tudo bem,
somos jovens, estamos em Nova York (sozinhas! quanta independência!) e essas
experiências fazem parte. Vamos lá turistar pela Big Apple.
| O Central Park depois da tempestade de neve... |
O topo do Empire State extremamente gelado,
a famosa biblioteca da cidade (“foi aqui que filmaram O Dia Depois de
Amanhã!!!), a Grand Central Station, a Times Square, a tal loja que tem uma
roda gigante dentro... Nos dias seguintes teve museu, esquilos no Central Park,
Wicked na Broadway, museu, tempestade de neve, fãs de Justin Bieber acampando
na frente do estúdio do Saturday Night Live, museu... É, Nova York pode ser bem
cansativa. Ainda mais depois de ficar 3 meses fora de casa e estar louca por um
prato de arroz e feijão.
Enfim, chegamos em casa e foi só festa.
Hoje, penso todos os dias em algum detalhe dessa viagem incrível. Saudade é
mesmo uma merda. Mas esse não é o ponto desse texto. Voltemos às fotos.
Cheguei
ao veredito final de 216 fotos para revelar. Ainda preciso dar uma olhada, ver
se não estou esquecendo de nenhuma. A verdade é que enquanto ia escolhendo, me
peguei pensando várias vezes: “Devia ter tirado mais fotos nesse lugar...”.
Somando os 3 meses, devo ter umas mil fotos – o número deve ser um pouquinho
maior. É foto pra caramba. Mas nunca é o suficiente. A gente sempre quer mais.
Mas ai me pego pensando também: quando
estamos vivendo momentos especiais como aniversários, viagens, shows, acho
importante focar no presente. Cada vez mais tento praticar esse exercício.
Parar de disparar o iPhone para todo o lado e focar ali. Mas é tão gostoso
ligar o computador agora, quatro meses depois, e reviver todos aqueles
momentos. Dá vontade de ter tirado mais fotos porque nosso cérebro traidor não
consegue registrar todos os segundos.
Mesmo assim, logo me conforto. Tirei muita
foto sim, mas não deixei de aproveitar nenhum segundo por causa disso. Essas
mil fotos são o suficiente para relembrar os momentos e ficar com saudade. Não
preciso de mais do que isso. Afinal, cada uma dessas fotos me faz lembrar de
detalhes do dia em que foi tirada. Posso não ter o registro integral desses dias,
mas eles estão aqui. E é isso que importa no final.