sábado, 12 de novembro de 2011

Recomeço

Wow, voltei! É sério mesmo que um mês e meio se passou desde a minha última postagem? Confesso que grande parte deste "abandono" do blog é culpa da preguiça, mas outubro e esse comecinho de novembro na faculdade quase me deixaram louca... Enfim, sobrevivi aos milhões de trabalhos e provas - é até estranho falar que o primeiro ano de faculdade já acabou - e aqui estou eu amando muito esse tempo merecido de ócio! Prometo, agora com as férias se aproximando, continuar assídua nas postagens e até mudar um pouco o estilo dos textos: eu adoro essa parte de jornalismo cultural, mas como boa estudante, tenho que experimentar de tudo um pouco, não é? Sem mais enrolação, o meu texto de volta é um trabalho da faculdade, mais uma vez, mas é porque não tenho nada pronto por enquanto! Espero que gostem e desculpa pela demora! :)




A arte da não-entrevista

Gay Talese reúne em um só título textos que resultaram de muitas caminhadas e conversas.
Observar é, sem dúvida, uma das tarefas mais importantes do jornalista. Ser capaz de perceber tudo que acontece ao seu redor e passar para o papel suas impressões são tarefas do cotidiano desse profissional que tem, na maioria das vezes, as palavras como suas aliadas. Gay Talese não foge à regra. Em Fama & Anonimato, o jornalista americano tem compiladas suas melhores produções, ricas em detalhes que aguçam a curiosidade do leitor.
Dividida em três grandes partes, a obra com cerca de 500 páginas é quase uma bíblia para os estudantes de jornalismo. Bíblia porque, além da extensão, sintetiza brilhantemente aquilo que todo profissional da área deveria fazer: informar. Mas Talese não o faz de forma burocrática. Com a sua experiência e “arte de sujar os sapatos”, termo usado por Humberto Werneck no pósfácio do livro, o jornalista produziu textos ricos em detalhes sem entediar o leitor. Saber, por exemplo, que os nova-iorquinos da década de 60 piscavam 28 vezes por minuto parece ser uma informação banal, mas inserida no cotidiano da grande metrópole americana, o dado faz todo o sentido.
Gay Talese é considerado um dos criadores do new journalism, apesar de ser enfático ao dizer que seus textos são resultado de práticas do bom e velho jornalismo, aquele no qual o gravador era praticamente inimigo do jornalista. Talese conta no texto final do livro, intitulado “Como não entrevistar Frank Sinatra”, que seus trabalhos foram feitos com muita observação, raras anotações e nenhum tipo de gravação. Apesar de parecer uma tarefa impossível nos dias de hoje – como fazer um bom perfil sem usar o famoso bloquinho ou métodos mais tecnológicos durante a entrevista? – o resultado é bastante promissor. Afinal, como disse o próprio autor, “mais importantes que o que elas [pessoas entrevistadas] dizem é o que elas pensam”. Ironicamente, talvez o texto mais famoso de Fama & Anonimato seja aquele em que o principal personagem não tem nenhuma conversa direta com Talese. “Frank Sinatra está resfriado” é o primeiro texto da terceira parte do livro, na qual diversos perfis escritos por Talese estão compilados. A entrevista com o cantor e ator estadunidense já estava marcada quando o jornalista recebeu uma ligação cancelando o encontro. Como dito no título, Sinatra estava doente e precisava se poupar. Mas o jornalista não desistiu: foram semanas “cercando” o cantor e entrevistando pessoas de sua equipe, além de comparecer a gravação de um especial para TV, onde ficou a poucos metros de distância de Sinatra. O resultado foi um artigo de 55 páginas que não sentiu falta alguma da conversa inexistente com o cantor.
Além dos perfis – até um escritor de obituários não escapou de Talese – e dos textos sobre Nova Iorque, o livro também possui diversas páginas dedicadas à construção da ponte Verrazano-Narrows, que liga o bairro do Brooklyn, na mesma cidade norte-americana, a Staten Island. Nos textos, Talese transmite ao leitor detalhes do cotidiano deste monumento, ao mesmo tempo em que dá voz aos trabalhadores que arriscaram suas vidas durante a obra.
Apesar de publicados em épocas diferentes e somente mais tarde reunidos em um só título, os textos se conectam de tal forma que parecem uma só obra. A tão sonhada fama em contraste com o anonimato traz vivacidade ao livro e prova que grandes matérias não são somente feitas sobre grandes personalidades. Existem anônimos tão – ou até mais – interessantes que muitos conhecidos, e Gay Talese não faz pouco caso da história de nenhum deles.


terça-feira, 27 de setembro de 2011

A ficção da vida real

Outro texto da faculdade. Divirtam-se! :)

Um assassinato na pequena cidade de Holcomb, no estado do Kansas, em 1959 rendeu a Truman Capote a obra de sua vida. A investigação tinha como primeiro objetivo mostrar aos leitores da revista The New Yorker a reação dos moradores da cidade frente a um crime tão brutal, que acabou com as vidas de quatro integrantes da família Clutter. O foco da reportagem mudou depois de Capote conhecer os assassinos, Perry Smith e Richard Hickock. Os dois foram condenados a forca, não sem antes fornecer a ele os mínimos detalhes de um crime definitivamente planejado A Sangue Frio. 
O livro, definido pelo próprio Capote como um “romance de não-ficção”, conta os detalhes do assassinato de Herb Clutter, sua mulher Bonnie e os dois filhos Nancy e Kenyon. O autor faz um relato detalhado do último dia de vida da típica família americana, ao mesmo tempo em que traça os caminhos que levaram Perry e Dick – apelido de Hickock – a Holcomb no dia 15 de Novembro de 1959. Está tudo ali: a descoberta dos corpos na manhã seguinte, o choque dos vizinhos, a fuga dos assassinos e sua relativa calma depois da brutalidade. Além disso, a dúvida: porque uma família que era admirada por todos os moradores da cidade seria assassinada? Um par de binóculos, um rádio e 40 doláres, só o que foi levado da casa naquela noite, certamente não seria motivo para fazê-lo.  
Truman Capote viajou a cidade um mês depois do crime. Entrevistou pessoas próximas aos Clutter, leu documentos oficiais e acompanhou a investigação. Mas foi somente depois de conhecer os criminosos que o jornalista encontrou o rumo de sua obra. Ele foi o único, além dos advogados, a ter permissão para visitar Perry e Dick enquanto estes aguardavam a concretização da sentença, que demorou cinco anos para acontecer. A revista The New Yorker publicou o resultado dessas conversas em quatro edições, que um ano mais tarde se tornariam os quatro capítulos do livro A Sangue Frio. A publicação ficou conhecida como um dos expoentes do new journalism, (no Brasil, jornalismo literário) que além de Capote tem como principais autores Tom Wolfe, Gay Talese e Norman Mailer.
A Sangue Frio é uma obra de 440 páginas que raramente deixa o leitor entediado. A descrição detalhada de Capote traz a dura realidade do crime ao mesmo tempo em que cria uma angustiante atmosfera que só está presente nas melhores histórias de ficção. O jornalista disse nunca ter usado um gravador ou uma caneta para recolher os dados da investigação, gerando certa desconfiança. Capote seria realmente capaz de memorizar todos os fatos e descrevê-los com tanta precisão? É difícil de acreditar que um humano tenha uma memória tão excelente. 
Para os estudantes de jornalismo, A Sangue Frio é leitura indispensável. Capote dá uma lição de como investigar os fatos e conseguir ótimos resultados. Os amantes de uma boa ficção também não ficarão decepcionados: uma história real não poderia ser mais romantizada como essa. E seja com ou sem gravador, Truman Capote conseguiu extrair uma belíssima reportagem de uma nada bela noite na vida da família Clutter.
Beijos,
Aline :)

domingo, 25 de setembro de 2011

O disco Unbroken marca o início da nova Demi Lovato

Demi Lovato lançou essa semana o seu terceiro CD, Unbroken. Depois de muito drama (internação para tratar de problemas alimentares e fim do namoro relâmpago com Joe Jonas) nesse um ano e meio afastada das paradas musicais, a cantora amadureceu e mostrou que pode construir uma carreira de sucesso sólida deixando para trás o rótulo da Disney. A Demi rocker ficou no passado, abrindo espaço para um pop com gostinho de R&B onde sua voz se destaca com perfeição. Para mim, Demi é a melhor cantora "Disney" dos últimos tempos... Arrasa ao vivo e tem um carisma incrível. Eu amei o CD de primeira, apesar de ainda achar umas duas músicas meio desnecessárias. O sucesso, por enquanto, parece garantido: logo no dia do lançamento, o disco atingiu o primeiro lugar de vendas no iTunes e durante a semana, as músicas também alcançaram boas posições nas vendas individuais. Vou falar o que eu achei de cada música individualmente e se vocês curtirem, cliquem em cima do nome que ele vai te levar para ouvir a música! ;) Mas antes disso, vejam esse recado da Demi, ao som da minha faixa favorita do CD...




1. All Night Long (feat. Missy Elliott & Timbaland): Na primeira música, já dá pra perceber a mudança de foco da Demi. A colaboração com Missy Elliot e Timbaland é bastante pop. Achei uma ótima escolha pra começar o disco... É bem animada e dá mesmo vontade de "party all night long".
2. Who's That Boy (feat. Dev): Essa já foi anunciada como o próximo single do CD e o clipe está há poucos dias de ser gravado. Gosto muito dessa também! Tem uma batida muito legal e é bem divertida. Tô louca para que lançem o clipe logo, porque amei as coreografias que a Demi fez nos shows recentemente...
3. You're my only shorty (feat. Iyaz): Não está nas minhas favoritas. Apesar de adorar a voz da Demi nessa, achei nada a ver colocar esse cara em uma das colaborações... hahahah O refrão é bem chiclete  e a letra não diz nada de interessante.
4. Together (feat. Jason Derulo): A última colaboração do disco é bem fofinha. Quando vi o nome Jason Derulo logo achei que era mais uma faixa animada, mas me enganei. Tem uma batida leve e a letra é romântica. Demi dá seus "gritos" característicos que combinaram com a voz do Jason.
5. Lightweight: Na minha opinião, o disco começa de verdade com essa música. A letra é linda e a voz da Demi então, nem comento. Gosto também porque quebrou um pouco o pop predominante das quatro primeiras faixas. Está facilmente entre as minhas favoritas de todas as músicas que ela já gravou...
6. Unbroken: A faixa que dá nome ao disco volta com o pop. Gostei muito também e quero que seja single para ver a Demi fazendo a louca nas coreografias do clipe... ;)
7. Fix a Heart: Essa é a minha favorita por enquanto. Desde a primeira vez que escutei, amei. A letra é bem pessoal, no estilo de Skyscraper. Se na versão de estúdio a voz dela já me fez arrepiar, quero ver quando tiver um show...
8. Hold Up: Vou ser sincera e dizer que acho essa a faixa mais inútil de todo o CD. Ainda não consegui gostar, mas quem sabe me acostumo. Acho que além do refrão ser nada a ver, ela me lembrou muito algumas músicas da Miley Cyrus, da qual não sou muito fã...
9. Mistake: Curti muito a batida dessa e até me lembra um pouco o segundo CD dela!
10. Give Your Heart Break: Depois de ler um comentário no youtube dizendo que o começo dessa lembra o Coldplay, achei a descrição perfeita. Mas é só o comecinho mesmo. O resto da música é bem pop! Apesar de grudar na cabeça, eu adorei, principalmente pela voz dela e de novo, os gritos.
11. Skyscraper: Já falei dessa aqui, mas vou aproveitar para comentar o remix que fizeram para esse disco também. Outra faixa inútil! Até eu fazia esse remix, se soubesse o mínimo de mixagem... Por favor né, poderiam ter usado o espaço para outra faixa mais interessante hahaha
12. In Real Life: A mais fofa de todas do disco! Demi faz um constraste com um relacionamento dos sonhos e o da vida real, com um refrão bem bacana... Sua característica voz anasalada marca a faixa inteira e traz um ar diferente pro CD.
13. My Love Is Like a Star: Essa é a única faixa que mais se aproxima do R&B que a Demi tanto usa para descrever o disco. Amo a voz dela, bem mais madura do que nos outros dois CDs.
14. For The Love Of A Daughter: Fiquei tão feliz de saber que essa estaria no Unbroken. Na verdade, era para ser lançada no seu segundo CD, Here We Go Again, mas foi tirada sem grandes explicações. Talvez seja porquê é provavelmente a faixa mais pessoal que a Demi já gravou. Ela fala do seu relacionamento com o pai biológico, o qual ela não tem muito contato... É um descrição muito forte do que ela viveu na infância, além de ser uma mensagem direta para o pai. Vale a pena prestar atenção na letra...

Bom, como eu disse no começo, gostei muito do disco e não consigo parar de ouvir! Apesar da Demi ter mudado bastante seu estilo e dar um pouco de saudade daquele rockzinho do começo da carreira, tenho certeza que ela vai ter muito sucesso com esse novo trabalho. Eu, pelo menos, torço bastante por isso! Espero que vocês curtam também!

Beijos,
Aline :)

sábado, 17 de setembro de 2011

O fim do bom-mocismo

Depois do irmão mais novo, foi a vez do vocalista dos Jonas Brothers Joe Jonas lançar carreira solo. Mas parece que o projeto de Joe vai ser levado mais a sério: enquanto Nick Jonas & The Administration foi algo alternativo à banda com os irmãos, Joe chegou no segundo single essa semana com jeito de que esse não é só um projeto passageiro. Depois de See No More, Just In Love vem para confirmar que o Jonas do meio quer mesmo se livrar da fama de bom moço que construiu no passado.
Não acompanhei muito o processo de formação dessa carreira solo do Joe, até porque acho que marca o fim da banda que me fez gostar deles. Gostei de See No More, mas parou por aí. Porém, com a aproximação da data de lançamento do CD (11 de Outubro), comecei a me ligar mais nas notícias sobre Joe e fiquei animada ao saber que um novo clipe ia ser lançado em breve. Escutei Just In Love pela primeira vez essa semana e me peguei cantando ela durante vários momentos do dia. A música é bem pop, mostrando mais uma vez que Joe quer construir uma carreira parecida com a do cantor Justin Timberlake.
Antes mesmo de sair o clipe, as poucas imagens que foram divulgadas já causaram alvoroço: Joe sem camisa, beijando a garota, era realmente uma enorme mudança para quem acompanhou a carreira dos Jonas Brothers.  Eu, que sou fã deles há bastante tempo, esperava ansisosa por essa mudança de imagem. Fiquei cansada daquela história de pureza, anel da virgindade e etc e acho que além de não caber no cenário pop atual, era uma ideia meio falsa. Apesar do medo de Joe forçar demais a barra, fiquei surpresa ao ver o clipe e achar um dos mais fofos que vi nos últimos meses: os beijos e cenas mais "quentes" existem, mas a história foi construída de uma forma que isso coube perfeitamente. O cenário também ajuda: Paris rendeu ótimas imagens ao clipe. Adorei a edição também.
Esse fim do bom-mocismo do Joe me deixou animada pra ouvir o Fast Life. E só para confirmar como essa imagem de bom menino vai ficar para trás, um CD explícito séra lançado. Só maiores de 18 anos poderão comprar o disco, o que me deixa meio receosa sobre o que essa versão terá de diferente... É esperar para ver. Enquanto isso, a gente fica com essa pequena prévia do que vem por aí:


Beijos,
Aline :)

terça-feira, 13 de setembro de 2011

O que não está nos documentos

Esse texto foi feito para a faculdade e por isso vai ser um pouco mais formal do que os outros do blog... Espero que gostem! :)

Há 66 anos, o mundo conhecia a primeira bomba atômica, assim como suas terríveis consequências. Já no final da Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos lançaram a bomba que além de mudar a vida de muitos moradores de Hiroshima, a primeira cidade atacada, marcou a história mundial como um terrível episódio a ser lembrado. Em Hiroshima, John Hersey faz o que ficou conhecida como a melhor reportagem jornalística da história, mostrando para o mundo inteiro quais foram os reais problemas de um acontecimento que poderia ter sido evitado.
Hiroshima foi publicado pela primeira vez em agosto de 1946, na revista norte-americana The New Yorker. O texto ocupou a edição inteira e os exemplares esgotaram em minutos. Quarenta anos depois, Hersey voltou à cidade para reencontrar os personagens e descobrir qual foi o rumo de suas vidas após a tragédia. Com 176 páginas, a edição da Companhia das Letras é dividida em quatro capítulos e um pósfácio feito por Matinas Suzuki Jr.
O jornalista começa a obra com uma descrição daquele 6 de Agosto de 1945 para cada um dos entrevistados. Alguns, por acaso do destino, mudam a rotina de suas vidas exatamente naquele dia, o que ajudou para que sobrevivessem ao ataque. Nos próximos capítulos, Hersey tenta mostrar ao leitor como ficou Hiroshima depois da bomba. A população estava desinformada e com medo, mas o espírito de solidariedade dos japoneses nunca deixou de se manifestar.
Com o início do processo de recuperação, o autor escreve pequenos trechos para cada personagem. Os efeitos colaterais da radiação já começam a aparecer e físicos de todo o mundo tentam explicar o que aconteceu. Aqueles que ainda estão vivos não gostam de ser chamados de sobreviventes, por acharem que é um desrespeito com os mortos. O termo “hibakusha” (pessoas afetadas pela explosão) é o único usado para referirem a si mesmo. No último capítulo, começa a descrição da visita de Hersey aos japoneses 40 anos após o lançamento da bomba. Cada um continuou sua vida de um jeito: seguem em frente tentando esquecer; recomeçam o que foi destruído e buscam a paz. E ainda assim, alguns não resistem às doenças geradas pela radiação.
O livro, considerado como um dos primeiros exemplos do new journalism (ou jornalismo literário) é de uma leitura extremamente leve, mesmo com um tema tão carregado de emoções. Com uma escrita dinâmica, Hersey consegue expor mais do que os números e dados que se encontram nos livros de História e em documentos oficiais. É interessante observar como mesmo em meio ao caos, os japoneses lutaram pela sua sobrevivência, além do grande exemplo de solidariedade com seus conterrâneos.
A vida real e o duro processo de recuperação de cidadãos que apenas saíam para mais um dia de trabalho não podia ser exemplo melhor para mostrar o que uma guerra e sua política de vingança podem fazer com a sociedade. A obra termina com uma demonstração de que nem mesmo as mortes de milhares de inocentes foram o suficiente para apagar a bomba atômica da história: ao longo dos anos, outros países realizavam testes com suas próprias fabricações, como se tivessem se esquecido do que aquela arma fez e ainda poderia fazer. É como disse o próprio John Hersey ao se referir a um dos personagens: “Sua memória, como a do mundo, começava a falhar.”.

Beijos,
Aline :)

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

As lágrimas de Avril

Avril Lavigne divulgou hoje seu novo clipe, Wish You Were Here. Ao contrário do que muitos pensam quando veem o nome, este não é um cover da música do Pink Floyd : é o terceiro single do CD que ela lançou esse ano, Goodbye Lullaby (What The Hell e Smile foram os dois primeiros).
O clipe consiste em Avril sentada cantando a música, sem grandes surpresas. Acompanhando os closes em seu rosto, as lágrimas talvez sejam o mais significativo do clipe. A cantora canadense chegou a colocar em seu twitter que "as lágrimas são reais... sem cebolas!!". O conjunto da obra resulta num desabafo carregado de emoções, já que a música é basicamente um apelo pela presença do amado ("Você está sempre lá, você está em todos lugares... Mas agora gostaria que estivesse aqui").
Desde que escutei pela primeira vez, gostei bastante da música. É melódica, sim, mas tem um ritmo legal. Porém, fiquei decepcionada com o clipe. Achei que poderiam ter elaborado mais a história e talvez criado um enredo de verdade. Tive a impressão de que foi feito meio às pressas, sem um objetivo... Talvez Avril não quisesse realmente contar uma história, mas só fazer uma coisa mais crua, sem enormes produções, como fez a Demi Lovato com Skyscraper (será que essa é a nova tendência entre as cantoras pop?). De qualquer forma, confesso que eu também quase derrubei umas lágrimas ao assisti-lo. Não pelo clipe em si, mas por lembrar de acompanhar essa música ao vivo no show dela em Julho (inclusive, tem um post aqui no blog falando desse dia). Foi legal lembrar do Via Funchal lotado, cantando em uníssono com Avril...
Talvez o meu texto não inspire muitas pessoas a ver o clipe (e olha que sou fã dela hein!) e na verdade eu penso que a Avril não tem investido muito na divulgação desse seu último trabalho. Me parece que os outros dois singles também não fizeram tanto sucesso assim, quando tinham tudo para ficar entre os melhores do ano. É uma pena, porque o Goodbye Lullaby pode ser considerado um dos seus melhores CDs (ela lançou quatro) até agora...
Mas se você ficou curioso para ver o clipe, aqui está:



Beijos,
Aline :)

sábado, 3 de setembro de 2011

A história real da vontade de viver

Antes de começar, peço desculpas pelas poucas postagens do último mês. A faculdade tá tomando todo meu tempo! Mas prometo que vou me organizar melhor pra dar mais atenção pro blog... :)

Há umas duas semanas atrás assisti ao filme 127 horas. Fiquei curiosa para assisti-lo desde quando estreiou, pois além das seis indicações ao Oscar, o filme fez alguns telespectadores passarem mal na sala do cinema! Bom, já posso começar dizendo que eu não tive grandes problemas quando assisti... Mas confesso que desviei o olhar durante grande parte de uma das cenas mais angustiantes que já vi.
Para situar os perdidos, 127 Horas é um drama baseado na história real do alpinista Aron Ralston, que cai num desfiladeiro do Blue John Canyon, em Utah. Uma pedra acaba prendendo o braço direito de Aron contra a parede. Sozinho (o cara não contou para ninguém onde estaria naquele dia) e sem conseguir se livrar da pedra, ele passa os próximos cinco dias lutando pela sobrevivência.
Com uma câmera apoiada na pedra, ele faz gravações de seus dias angustiantes, ao mesmo tempo em que relembra pequenos fatos que poderiam ter mudado sua situação atual. Ele chega a dizer que aquela pedra esteve esperando ele a vida toda - segundo ele, desde seu nascimento, todas as suas decisões o levaram para aquele dia.
É claro que não podiam faltar alguns momentos de delírio. Em um deles, uma chuva torrencial faz com que Aron consiga escapar da pedra e chegue até a casa de sua namorada. Só para acordar e perceber que não havia qualquer indício de chuva por ali. A única saida que Aron encontra para sobreviver é amputar o seu próprio braço. Não vou entrar nos detalhes da cena, mas posso dizer que dá para entender porque tanta gente passou mal assistindo-a.
James Franco interpreta Aron, o que lhe rendeu uma indicação ao Oscar de Melhor Ator. Na minha opinião, ele conseguiu segurar a história muito bem. Afinal, não deve ser nada fácil ser praticamente o único ator de um filme, ganhando a responsabilidade de não deixar aquilo monótono. É claro que grande parte dessa responsabilidade também é atribuída ao diretor. Nesse caso, Danny Boyle (que dirigiu Quem quer ser um milionário) montou um roteiro que deu dinâmica ao filme, sem tirar o foco do sofrimento de Aron.
Como não podia faltar num filme baseado em fatos reais, imagens do verdadeiro Aron Ralston - com sua mulher e seu filho - aparecem no final. Um pequento texto, acompanhado de cenas de novas aventuras (ele não desistiu de sua paixão!) do alpinista, também é mostrado. Mas faz questão de enfatizar: Aron nunca mais sai sem deixar um bilhete dizendo onde está.
Depois de falar tudo isso, acho que ficou claro que eu recomendo o filme né? Além de uma história forte com uma mensagem bem legal, as imagens são maravilhosas. Destaque para as cenas logo no começo, quando Aron encontra duas aventureiras e as leva para uma lagoa encondida embaixo do canyon. Apesar de não ter levado nenhuma das seis estatuetas em que foi indicado, não deixa de ser um ótimo filme.



Beijos,
Aline :)

domingo, 28 de agosto de 2011

Outro pop mexicano


Aposto que se eu disser que hoje vou escrever sobre uma banda pop do México, vocês vão pensar: Rebelde (acertei?). Mas não. O post de hoje vai ser sobre uma banda que conheci ontem no festival Telefônica Sonidos. O trio, formado por Mario Domm, Pablo Hurtado e Samo, se chama Camila e ao contrário do que eu pensei quando vi que eles iam se apresentar, não tem nada a ver com o grupo que teve origem na telenovela mexicana.
O Camila teve início em 2006 e seu primeiro álbum, Todo Cambió, foi sucesso de vendas no México. A música Coleccionista de Canciones foi tema de abertura de uma novela no país e eles ganharam dois Grammys Latinos em 2010 (Canção do Ano e Melhor Álbum Vocal Pop). Confesso que, como a maioria de vocês, nunca tinha ouvido falar na banda. Mas quem acompanha a carreira da cantora Wanessa Camargo com certeza conhece: ela gravou um dueto com os caras entitulado "Me Abrace" e sendo assim, foi a "responsável" em trazer o grupo para o Brasil. O dueto acabou chegando até na trilha sonora da novela A Favorita. Wanessa apareceu ontem no festival e cantou a música com eles.
A música Abrazáme talvez seja a mais popular do grupo e como não poderia deixar de ser, é um pop bem melódico. Aliás, todo o repertório que acompanhei ontem possui essa característica, mas em alguns momentos a banda surpreende carregando mais na guitarra ou bateria. Acompanhando o trio ontem estavam também dois violinos e um violoncelo. O resultado foi um show que entreteu e animou os fãs. Sim, eles têm fãs no Brasil e pelo o que parece, o número não é pequeno: ouvi muitos gritos. Além dos fãs, o show também agradou aqueles que só estavam ali aguardando o Jota Quest e Victor & Leo. O público foi receptivo e o trio saiu satisfeito com o resultado da sua primeira apresentação no Brasil.
Deixando os preconceitos de lado, vale a pena conferir o trabalho deles. Assim como eu, que percebi que o grupo não se tratava de uma variação do Rebelde e curti, você também pode gostar. (E aqui não estou entrando no mérito de Rebelde ser bom ou ruim, é só um gancho pra comparação). Como não sou especialista em música, não posso falar sobre a qualidade técnica deles, mas não decepcionaram em nenhum momento e carregaram bem aquela uma hora de show.

Fica aqui o clipe de Abrázame:



Beijos,
Aline

domingo, 7 de agosto de 2011

Paris de todos os sonhos

Depois de certa relutância, assisti Meia Noite em Paris na semana passada. Digo relutância porque apesar de só ouvir elogios sobre o filme, não tinha realmente me interessado pela produção de Woody Allen. Talvez porque das poucas coisas que já vi dele, a maioria me fez bocejar (ok, podem falar "mas é o Woody Allen!!!". A verdade é que eu bocejei mesmo). Apesar de tudo, saí do cinema encantada. Amei o filme e veria de novo a qualquer momento. E foi então que decidi o tema para o post da semana no blog... :)
Meia Noite em Paris retrata Gil Pendler (Owen Wilson), roteirista de Hollywood que passa as férias com a família de sua noiva, Inez (Rachel McAdams), em Paris. Gil está frustrado com seu trabalho, pois este não permite que mostre o verdadeiro escritor dentro dele. Certa noite, vagando sozinho pela noite de Paris, entra em um misterioso carro e conhece Ernest Hemingway, F. Scott Fitzgerald e Pablo Picasso, além de outras figuras que faziam parte do cenário artístico da década de 20. A partir daí, o filme ganha um ar de comédia "cult", mas não é necessário ser um especialista para entender as ótimas tiradas dos personagens. Gil conhece Zelda Fitzgerald, mulher de Scott que é um tanto quanto "perturbada", acompanha o drama de Picasso na criação de suas obras e se apaixona pela amante do mesmo. A cada noite, ele experimenta aquilo que seria a Paris de seus sonhos, mas que na verdade, já está no passado.
Baseado no livro Paris é uma Festa de Hemingway, o filme demonstra perfeitamente aquela impressão magnífica da cidade da luz, com a qual o próprio personagem sonha: Uma Paris que tem a arte como sua protagonista. Eu saí de lá morrendo de vontade de pegar um avião, chegar na capital francesa e entrar no mesmo carro que Gil entrava todas as noites. E é claro, conversar horas e horas com o autor de O Velho e o Mar.
Gostei da atuação da Rachel McAdams. Conhecida por seus papeis em Diário de uma Paixão e Meninas Malvadas (não dá pra esquecer a Regina George, né?), ela coube perfeitamente no papel da noiva cética de um escritor sonhador. Porém, não acho que Owen Wilson convenceu no papel. Não que ele tenha feito um trabalho ruim, mas simplesmente não consigo ver a mesma pessoa que interpreta uma miniatura de caubói em Uma Noite no Museu ser um apaixonado por Paris. Mas quem sabe o filme de Woody Allen foi o pontapé inicial para uma carreira mais séria de Owen? Confesso que os outros atores são desconhecidos para mim (tirando Kathy Bates, que interpreta a mentora de Picasso e de todos os outros artistas retratados no filme), mas o elenco foi bem selecionado (Carla Bruni, a primeira-dama e cantora francesa, tem algumas cenas no filme.) A trilha sonora também é uma delícia, como não podia ser diferente.
Voltando ao assunto do primeiro parágrafo, achei engraçado o quanto gostei do filme, considerando que fui assistir carregada de "preconceitos" contra Woody Allen. Acho que agora vou assistir as obras dele com outro olhar... O livro que deu origem ao filme já está no topo da minha lista de leitura para as próximas férias e o curso de francês, que já estava no planejamento, agora é prioridade!
E se você se interessou pelo filme também, corre porque já deve estar saindo das salas de cinema! Por enquanto, aqui está o trailer:


Beijos,
Aline

sábado, 30 de julho de 2011

Avril Lavigne inicia turnê pelo Brasil


Na última quarta-feira (27/07), a cantora canadense Avril Lavigne iniciou em São Paulo sua turnê que passará por mais três cidades brasileiras na próxima semana. Seis anos se passaram desde a última visita de Avril no Brasil e eu me lembro bem daquele domingo chuvoso de Setembro, Pacaembu lotado... Eu, fã desde o início da carreira dela, estava muito ansiosa pelo show de quarta, que dessa vez aconteceu no Credicard Hall. Mas foi somente quatro horas antes do previsto para o início que o público teve certeza de que haveria apresentação naquela noite: o voo que traria Avril da Argentina na terça foi cancelado devido às cinzas do vulcão chileno Puyehue e a cantora ficou 20 horas aguardando as condições favoráveis para o voo. Enfim no Brasil, Avril foi direto para a casa de shows, e mesmo com 40 minutos de atraso, entrou no palco para um show que teve seus ingressos esgotados.
Enquanto as luzes não apagavam, no telão ficava a imagem de uma estrela preta com o fundo verde, ilustrando a "The Black Star Tour". Antes de Avril aparecer, imagens de toda a carreira da cantora começam a aparecer nos telões, ao som do cover de "Bad Reputation" de Joan Jett. E foi com a faixa "Black Star", de seu último lançamento, que Avril entrou no palco, segurando uma estrela luminosa também verde. Em "What The Hell", primeiro single do novo CD, fica evidente a energia e empolgação da plateia, que dura durante as próximas duas horas de show. Como dito pela própria Avril, os seus antigos hits não ficariam de fora da setlit: "Sk8er Boy", do primeiro álbum, e "He Wasn't", do segundo, continuam a animar os fãs. Por mais estranho que pareça, com a agitada "I Always Get What I Want", Avril desacelera a plateia. Mas este parece ser o primeiro momento de verdadeira empolgação da cantora. Ela corre, pula, e termina com ótimos vocais. As luzes do palco se apagam e no telão começam a passar imagens do clipe de "Alice", música que faz parte da trilha sonora do filme "Alice no País das Maravilhas". Quando as luzes se acendem, Avril está sentada no piano e canta a faixa. Continuando a parte mais calma do show, "When You're Gone" também é cantada em cima do piano. "Stop Standing There" é a próxima, tocada no piano pela própria Avril. É então que vem, na minha opinião, a parte mais emocionante do show. Cantando "Wish You Were Here", também do seu último CD, Avril emocionou todos os presentes ao descer do palco e passar o tempo todo da música de frente para a área destinada aos portadores de deficiência. Tirou foto, deu o microfone para uma fã cantar e ficou boa parte do tempo de mãos dadas com um menino que também fazia parte do grupo.
A cantora some do palco e sua banda começa a introdução de "Nobody's Home". A plateia nem espera a loira aparecer no microfone: o início da música foi cantado em coral pelos fãs. Sorrindo, Avril reaparece com o violão e parte para o refrão, ainda acompanhada pelo poderoso coral. Mais uma vez, a canadense se retira do palco, dessa vez para fazer brilhar os seus companheiros de banda. Pedaços das músicas "Unwanted", "Freak Out" e "Losing Grip" são tocados pelos rapazes, que realmente fazem um show à parte. Mas confesso que adoraria mais ainda ver essas músicas sendo cantadas. Com o sucesso "Girlfriend", Avril ativa a energia do público novamente e dá início a parte final do show. Um breve cover de "Airplanes" do B.O.B feat. Hayley Williams e "My Happy Ending" são as próximas, seguidas por "Don't Tell Me". "Smile", segundo single do último CD, era uma das faixas mais aguardadas e correspondeu às expectativas. Para não decepcionar os fãs, Avril cantou "I'm With You" e até deixou a plateia cantar o final da música, o que resultou num arrepiante coral uníssono. Avril dá tchau, mas todos sabem que o bis está por vir.
Ela volta com "Keep Holding On" e "Hot", que também deixam os fãs satisfeitos. Com "Push", a loira anima aqueles que não esperavam ouvir essa faixa do último CD. E é claro que para encerrar, Avril canta "Complicated", a música que deu início à esses já 9 anos de carreira.
O show acaba e todos parecem satisfeitos com o que viram, mesmo que Avril aparentasse bastante cansada. Justificável, depois da jornada para conseguir chegar ao Brasil. Como eu falei no começo, sou fã desde o início e como não podia ser diferente, amei o show do começo ao fim. A única coisa ruim foi o local: não lembrava que o Credicard Hall era tão grande e como estava na Pista Normal, mal consegui ver a Avril no palco e também ouvi reclamações do pessoal que estava por perto. Tive que assistir tudo pelos telões. Mas valeu a pena. Fiquei feliz por ela ter balanceado bem as músicas antigas com as novas, agradando todos os tipos de fãs. O segundo show em São Paulo aconteceu na quinta e Avril adicionou mais uma faixa à setlist. Amanhã, ela se apresenta no Rio de Janeiro. Belo Horizonte e Brasília são as próximas da lista. Só espero que não demore mais seis anos para ela voltar, né? :)

Minhas fotos ficaram horríveis, mas se quiserem, assistam os vídeos das duas músicas que iniciaram o show:






Beijos,
Aline

domingo, 24 de julho de 2011

Aquele minuto crucial


Nada mais pertinente pro post de hoje do que um livro chamado "Everyone Loves You When You're Dead" (Todo mundo te ama quando você está morto). Com a recente morte da cantora Amy Winehouse, todos lamentam a perda de seu talento e seu CDs já estão nos topos das vendas de novo. Porém, quando viva, era mais conhecida por seus vícios do que por seu trabalho. Quando li o título desse livro pela primeira vez, logo me veio à cabeça o cantor Michael Jackson, morto há 2 anos. Antes de sua morte, Michael era julgado e condenado por suas atitudes excêntricas. Mas depois do dia 25 de Junho de 2009, ele virou o Rei do Pop.
Neste livro que terminei durante a semana, o jornalista Neil Strauss reuniu os melhores momentos das mais de 3 mil entrevistas que fez. Na lista de entrevistados estão Madonna, Lady Gaga, David Bowie, Chuck Berry, Ozzy Osbourne, U2, Marilyn Manson, Zac Efron, Britney Spears, Paris Hilton e Paul McCartney, entre vários outros. O objetivo é tentar fazer com que o leitor conheça melhor esses artistas. Não pelo que os jornais e revistas dizem que são, mas sim por aqueles momentos únicos de uma entrevista que contam muito sobre a pessoa. Segundo Neil, você pode conhecer muito de uma pessoa em um minuto, se escolher o minuto certo. O livro contém 228 desses minutos.
No prefácio, ele diz que já usou uma arma com Ludacris, fez Lady Gaga chorar, comprou fraldas com Snoop Dogg, foi sequestrado por Courtney Love e saiu para beber com Bruce Springsteen. E o melhor, ainda diz: Este é o meu trabalho. São 507 páginas de inúmeras entrevistas, divididas em 10 capítulos ou atos. O livro é montado como se fosse uma peça de teatro e em cada ato, estão entrevistas com assuntos relacionados entre si, como por exemplo, as drogas. Algumas chegam a ser divididas em cenas, fazendo com que o leitor leia somente fragmentos da entrevista de algum artista.
Eu adorei o livro principalmente porque todas as entrevistas realmente eram histórias para ser contadas. Nada daquela baboseira de sempre (filme favorito, bandas que te insipiram, etc). Pela pesquisa que fiz, Neil Strauss é um jornalista conhecido nos EUA e o seu livro mais famoso chama-se "The Game" (O jogo), que vai ser adaptado para o cinema em breve. Ele escreve regularmente para a Rolling Stone americana e para o The New York Times. Aliás, muitas das entrevistas do livro foram primeiramente feitas para essas publicações. É um livro denso, mas interessante pela quantidade de informação. Fica difícil de escolher uma entrevista favorita! Infelizmente, a versão traduzida para o português só deve chegar às livrarias brasileiras no ano que vem.
Neil explica o porque do título "Everyone Loves You When You're Dead" no epílogo, que também é parte importantíssima do livro. Para descobrir a razão (que eu adorei e tem muito a ver com o que falei no começo do texto) você vai ter que ler a obra. Mas vale a pena. Apesar de não ser famosa e lidar com tantos julgamentos como os entrevistados, acho que vou levar para o resto da vida as dicas que ele dá no final. Porque convenhamos, quem quer ser amado só depois de morrer?

Beijos,
Aline

domingo, 17 de julho de 2011

Tem certeza que você quer gravar?

Para quem assistiu o filme Cilada.com, a frase do título com certeza grudou na cabeça. Não só por resumir a história central, mas também por culpa do funk criado a partir do vídeo que cai na internet. Por mais que a música seja pouco tocada durante o filme, só 10 segundos já é necessário para você sair cantando ela por aí. Mas não é por isso que estou escrevendo esse texto. Assisti o filme ontem e resolvi falar o que achei. Fui com a esperança de encontrar uma produção parecida com os episódios da série Cilada, que passava no Multishow e também era estrelada por Bruno Mazzeo. Porém, o que assisti foi bem diferente. Mas não ruim. Basicamente, para os que não sabem, Bruno (o personagem leva o mesmo nome do ator) é flagrado pela namorada Fernanda (Paes Leme; ela também carrega o próprio nome na trama) a traindo no meio de uma festa de família. Por vingança, ela decide colocar na internet um vídeo íntimo do casal, fazendo com que o agora ex-namorado fosse alvo de piadas por onde passava. A partir daí são inúmeras as ciladas sofridas por Bruno. Em uma delas, um amigo lhe sugere que ele reúna suas antigas namoradas para que estas deem depoimentos sobre Bruno, com o objetivo de melhorar sua reputação no "mercado". O plano falha, mas rende umas boas risadas. Achei legal eles colocarem como uma das namoradas a que fazia esse papel na série de TV. Desesperado, o publicitário tem uma outra ideia para se livrar da má fama. O resto da história, só assistindo pra saber. ;)
A comédia rende gargalhadas do começo ao fim e por isso digo que vale a pena assistir. Com direito até a romance no final, não chegou a desapontar. Porém, achei que muitas "ciladas" ficaram meio soltas e poderiam ter sido mais exploradas. Um exemplo é a que eu citei antes, com os depoimentos das ex-namoradas. Essa parte teve pouquíssimo espaço no filme e merecia ser mais focada. Mas acho que a ideia do filme não era realmente seguir uma linha de acontecimentos e sim mostrar todas as confusões que podem surgir quando um vídeo (indesejável) seu cai na internet.
Confesso que tenho amado todos os recentes filmes nacionais e Cilada.com não fica fora da lista. Recomendo se você quiser fugir um pouco das grandes produções de Hollywood e dar umas boas gargalhadas. Além disso, assista também a série Cilada, que deu origem ao filme. Episódios novos não são mais gravados, mas o Multishow exibe reprises todas as quartas às 22 horas. Dá pra se identificar com muitas das ciladas mostradas... Essa é a minha dica de hoje! Curtiu? Assiste o trailer aí embaixo! ;)



Beijos,
Aline

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Demi Lovato está de volta com "Skyscraper"

É meio complicado escrever um texto sobre o trabalho de um artista que a gente gosta muito né? Eu não tenho coisas ruins para falar sobre a Demi. Sou muito fã desde que sua carreira estourou e aguardo ansiosa a cada novo lançamento. Para quem não conhece, ela estrelou os dois filmes de Camp Rock ao lado dos Jonas Brothers. Foi assim que conquistou sucesso mundial, lançando dois CDs: Don't Forget e Here We Go Again. Diante do sucesso, Demi começou a série de comédia no Disney Channel chamada Sunny Entre Estrelas (Sonny With A Chance) na qual era a protagonista. É impossível não se impressionar com seu talento para o meio artístico: sua voz é considerada a melhor dentre as vozes das novas "garotas Disney" e as letras de suas músicas sempre transpareceram muita emoção. Mas em outubro de 2010, Demi chocou seus fãs e a imprensa ao se retirar de uma turnê pela América Latina com os Jonas Brothers e começar um tratamento. Foram criadas muitas hipóteses sobre o motivo da internação, mas logo se tornou público que a cantora sofria de um transtorno alimentar (bulimia) e depressão, o que encorajava a automutilação. Durante o tratamento, Demi também descobriu que sofre de bipolaridade. Foram 3 meses longe dos holofotes e com o fim do tratamento, ela resolveu dar um tempo na carreira de atriz e focar somente em sua música. Demi não tem medo ou vergonha de falar sobre os fantasmas de seu passado e agora quer ajudar outras garotas que sofrem dos mesmos problemas, usando sua forte ligação com os fãs para divulgar sua mensagem: "Stay Strong", ou "Continue Forte".
É evidente que com o fim do tratamento, todos aguardavam ansiosos pela volta da cantora. Esta semana, Demi lançou o primeiro single de seu novo álbum que deve ser lançado no final do ano.  Demi já anunciou que seu CD será lançado dia 20 de Setembro.  "Skyscraper" (Arranha-céu) é o nome da faixa. Ela contou em entrevista que a música já estava gravada antes mesmo de ser internada, o que carregou a faixa de emoção. Seus vocais são poderosos e a letra (mesmo não sendo escrita por Demi) parece traduzir tudo que ela tinha medo de dizer antes: "Vá em frente e tente me derrubar/ Eu vou levantar do chão/ Como um arranha-céu." Menos de 24 horas depois de seu lançamento, "Skyscraper" atingiu o 1º lugar nas vendas do iTunes e foi muito bem recebida pela crítica. O clipe para a música também era aguardado com muita ansiedade e hoje todos puderam conferir o resultado. Sem grandes produções, o vídeo mostra Demi no meio de um deserto, andando em cacos de vidro (fazendo referência a uma parte da música) e cantando para a câmera. Apesar de simples, as imagens transmitem claramente a dor e angústia de Demi e junto com sua voz, fazem o espectador fique arrepiado. Eu, pelo menos, fiquei. Amei o resultado e acho que a escolha para a volta triunfal não poderia ter sido melhor. Mal posso esperar para o novo álbum! E você, o que achou?



Beijos,
Aline

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Um dia por 20 anos.

Quem me conhece sabe que não resisto a uma livraria. Posso até não comprar nada, mas consigo "perder" 1 hora do dia em uma e saio de lá feliz da vida. No Dia das Mães desse ano não foi diferente. Fui almoçar no shopping com a minha família e a volta pela livraria não podia ficar de fora. Olhando os lançamentos na Saraiva, uma capa laranja me chamou a atenção. Fui ver do que se tratava. O título do livro era "Um dia", e precedido deste título estava a frase "Vinte anos, duas pessoas". O autor? David Nicholls. A sinopse diz que a história começa no dia 15 de Julho de 1988, na noite de formatura da faculdade de Emma Morley e Dexter Mayhew. Como já mostrado na capa, o leitor vai acompanhar os próximos 20 anos na vida desses personagens. Achei interessante a forma de abordar o evidente romance, e comecei a folheá-lo. Não fiquei muito surpresa quando li que uma produção cinematográfica está para ser lançada, estrelando Anne Hathaway e Jim Sturgess. Foi então que decidi ler o livro. Gosto bastante da Anne e se vai virar filme, sempre quero ler a história antes.
Optei por comprar a versão em inglês da obra, por ser mais barata e também porque prefiro o texto original às traduções para o português. Demorei um pouco para ler por causa dos inúmeros trabalhos na faculdade, mas assim que as férias se aproximaram, peguei o livro. E vou dizer que fiquei obcecada pela história, tanto que terminei em uma semana. Nunca tinha lido nada do David Nicholls, mas depois desse livro, quero conhecer os outros trabalhos dele. Acho que o mais interessante é a evolução da história e o modo como ela foi contada. Os capítulos consistem em descrever apenas o dia 15 de Julho de cada ano seguinte a 1988 na vida dos personagens. É engraçado como eu, particularmente, ficava ansiosa a cada ano da história, pensando no desenrolar do romance. E até mesmo um pouco irritada por não saber o que acontecia nos outros 364 dias do ano na vida deles. O romance em si não é muito demonstrado. Os personagens passam boa parte dos anos separados, mas a força de sua amizade e do amor não reconhecido pelos próprios os mantêm conectados. Emma é uma menina cheia de ideais em 1988, mas já no começo dos anos 2000 seus desejos e esperanças já não correspondem aos da Emma recém-formada. Dexter é um daqueles homens que todas amam odiar. Bonito, rico, com problemas familiares e uma pessoa que não consegue demonstrar seus sentimentos. Essas características lhe rendem bons e péssimos momentos durante estes 20 anos, e a única pessoa que é seu porto seguro é Emma. Uma frase que marca a relação dos dois é "Eu te amo, Dexter. Só não gosto mais de você." Gostei bastante da fala porque é bem forte e reflete um certo momento do livro. Tá guardada na lista de frases favoritas. ;)
O que esse livro mais me fez refletir foi sobre quanta coisa pode acontecer em 20 anos. Fico me perguntando onde eu vou estar no dia 12 de Julho de 2031. E o que vai acontecer até lá? Acho que pra muita gente isso não faz diferença, mas eu sou muito ligada em datas. Sempre que acontece alguma coisa marcante, gravo o dia e me lembro dele nos anos seguintes. Muita coisa inesperada aconteceu com esses personagens durante os 20 anos da história. Apesar de ser ficção, não consigo deixar de acreditar que algo parecido possa acontecer ou já aconteceu com alguém. Quem sabe até comigo.
Enfim, não fiz esse texto à toa. Recomendo o livro pra qualquer um que perguntar, e tô morrendo de ansiedade pelo filme. Durante a leitura, não resisti e assisti ao trailer oficial e isso me rendeu alguns spoilers chatinhos, então se você não gostar deles, termine o livro primeiro. Pelas poucas cenas da divulgação, acho que a produção para as telonas vai ser bem fiel ao texto de David Nicholls. E espero mesmo que seja!

Fica aqui o trailer se você não conseguir segurar a curiosidade:


Beijos,
Aline.

Como começar o primeiro post de um blog?

Talvez uma breve apresentação resolva meu problema. Meu nome é Aline, tenho 18 e sou de São Paulo. Faço faculdade de Jornalismo e no momento trabalho como professora de inglês no Red Balloon. Sempre amei aprender inglês e quase tudo que eu faço tem alguma relação com a língua. Ainda quero aprender francês. Não por necessidade, mas por curiosidade. Amo o inverno. Não gosto de dizer que meu gosto musical se limita a um só gênero, mas confesso que tenho preferência pelo pop. E me irrito um pouco com o "preconceito" que esse gênero sofre, mas talvez isso seja assunto para outro post. Amo assistir shows e se pudesse gastava todo meu dinheiro só com isso. E com livros também. Tá, roupas não ficam de fora da lista. Acho que isso já basta como breve apresentação, né? ;)
Desde que comecei a faculdade (ou seja, em Fevereiro desse ano) fiquei com vontade de começar um blog. Ano passado eu tive um, de curta duração, que gostaria de ter dado mais atenção. Ele serviu mais como um diário sobre o meu intercâmbio e às vezes eu tinha preguiça de escrever sobre todas as coisas que aconteciam. Enfim, se você estiver lendo isso agora pode conferir os meus 20 posts (e até alguns vídeos) sobre os 6 meses que morei nos EUA aqui.
Bom, voltei pro Brasil em Julho de 2010 e fiz cursinho o resto do ano. Passei no vestibular para Jornalismo na Cásper Líbero e apesar de só terem se passado 5 meses, posso dizer que tô amando e curso e não me vejo fazendo outra coisa. Sempre gostei de ler e escrever, apesar de não dar muita atenção ao segundo. Por isso, resolvi criar esse blog para praticar mais a escrita e também dar minha opinião sobre coisas que vejo. Não acho (e na verdade nem espero) que muitas pessoas leiam ou comentem aqui. Como eu já disse, vai servir mais como uma experiência para minha carreira. :)
Acho que por enquanto é só. Vou tentar escrever sobre um livro que li recentemente e amei. Quem sabe posto ainda hoje. Sejam bem-vindos e espero que gostem.

Beijos,
Aline