sábado, 3 de setembro de 2011

A história real da vontade de viver

Antes de começar, peço desculpas pelas poucas postagens do último mês. A faculdade tá tomando todo meu tempo! Mas prometo que vou me organizar melhor pra dar mais atenção pro blog... :)

Há umas duas semanas atrás assisti ao filme 127 horas. Fiquei curiosa para assisti-lo desde quando estreiou, pois além das seis indicações ao Oscar, o filme fez alguns telespectadores passarem mal na sala do cinema! Bom, já posso começar dizendo que eu não tive grandes problemas quando assisti... Mas confesso que desviei o olhar durante grande parte de uma das cenas mais angustiantes que já vi.
Para situar os perdidos, 127 Horas é um drama baseado na história real do alpinista Aron Ralston, que cai num desfiladeiro do Blue John Canyon, em Utah. Uma pedra acaba prendendo o braço direito de Aron contra a parede. Sozinho (o cara não contou para ninguém onde estaria naquele dia) e sem conseguir se livrar da pedra, ele passa os próximos cinco dias lutando pela sobrevivência.
Com uma câmera apoiada na pedra, ele faz gravações de seus dias angustiantes, ao mesmo tempo em que relembra pequenos fatos que poderiam ter mudado sua situação atual. Ele chega a dizer que aquela pedra esteve esperando ele a vida toda - segundo ele, desde seu nascimento, todas as suas decisões o levaram para aquele dia.
É claro que não podiam faltar alguns momentos de delírio. Em um deles, uma chuva torrencial faz com que Aron consiga escapar da pedra e chegue até a casa de sua namorada. Só para acordar e perceber que não havia qualquer indício de chuva por ali. A única saida que Aron encontra para sobreviver é amputar o seu próprio braço. Não vou entrar nos detalhes da cena, mas posso dizer que dá para entender porque tanta gente passou mal assistindo-a.
James Franco interpreta Aron, o que lhe rendeu uma indicação ao Oscar de Melhor Ator. Na minha opinião, ele conseguiu segurar a história muito bem. Afinal, não deve ser nada fácil ser praticamente o único ator de um filme, ganhando a responsabilidade de não deixar aquilo monótono. É claro que grande parte dessa responsabilidade também é atribuída ao diretor. Nesse caso, Danny Boyle (que dirigiu Quem quer ser um milionário) montou um roteiro que deu dinâmica ao filme, sem tirar o foco do sofrimento de Aron.
Como não podia faltar num filme baseado em fatos reais, imagens do verdadeiro Aron Ralston - com sua mulher e seu filho - aparecem no final. Um pequento texto, acompanhado de cenas de novas aventuras (ele não desistiu de sua paixão!) do alpinista, também é mostrado. Mas faz questão de enfatizar: Aron nunca mais sai sem deixar um bilhete dizendo onde está.
Depois de falar tudo isso, acho que ficou claro que eu recomendo o filme né? Além de uma história forte com uma mensagem bem legal, as imagens são maravilhosas. Destaque para as cenas logo no começo, quando Aron encontra duas aventureiras e as leva para uma lagoa encondida embaixo do canyon. Apesar de não ter levado nenhuma das seis estatuetas em que foi indicado, não deixa de ser um ótimo filme.



Beijos,
Aline :)

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