sábado, 1 de junho de 2013

Quantas fotos?

Essa semana passei por alguns momentos que me deram bastante vontade de escrever. Sim, eu escrevo todo dia - seja no estágio ou na faculdade. Mas eu queria escrever sobre coisas aleatórias. Fazia tempo que não me dava essa vontade. 
Por falta de tempo e também por muita preguiça, acabei não escrevendo. Hoje, enquanto estava sem internet e procurava algo para fazer, fui escolher umas fotos para revelar e, quando vi, bateu vontade de escrever de novo. 

Como acho que não tem muita graça escrever se ninguém ler, resolvi ressuscitar o blog para divulgar o texto. Lá vai: 

Depois de exatamente quatro meses que o ICP terminou, decidi parar e escolher as fotos que iria revelar (comprei um álbum de fotos lindo lá na Company D e preciso colocar em uso!). Revivi cada momento de cada foto: o primeiro dia no Magic Kingdom, as milhares de fotos com o Mickey, os co-workers, o Vista Way, enfim... Bateu aquela saudade inevitável que dá vontade de largar tudo e voltar para aquele lugar.

E no último dia, conseguimos ver um red carpet de verdade!
Também revivi Los Angeles, cidade que em apenas cinco dias nos encantou mais que os 7 gelados dias em Nova York. Ver o tão famoso píer, a roda gigante, colocar os pés no oceano pacífico, os skatistas de Venice Beach... O cenário de Friends, a Hollywood Boulevard, o red carpet de Safe Haven... Aquele tour a pé por Beverly Hills com o guia maluco arranjado pelo hostel... E o que falar do hostel? Primeira experiência em uma hospedagem assim, e não podia ter sido melhor: cheio de ICPs brasileiros, uns funcionários malucos e camas incrivelmente confortáveis.

Aí chegou a hora de reviver Nova York. Chegar no hostel e descobrir que o nosso quarto é do tamanho de um banheiro. E o banheiro? Seria dividido com todos os outros hóspedes. Decepção. Uma olhava pra cara da outra e só pensava: cadê minha casa, peloamordeDeus? Mas tudo bem, somos jovens, estamos em Nova York (sozinhas! quanta independência!) e essas experiências fazem parte. Vamos lá turistar pela Big Apple.

O Central Park depois da tempestade de neve...
O topo do Empire State extremamente gelado, a famosa biblioteca da cidade (“foi aqui que filmaram O Dia Depois de Amanhã!!!), a Grand Central Station, a Times Square, a tal loja que tem uma roda gigante dentro... Nos dias seguintes teve museu, esquilos no Central Park, Wicked na Broadway, museu, tempestade de neve, fãs de Justin Bieber acampando na frente do estúdio do Saturday Night Live, museu... É, Nova York pode ser bem cansativa. Ainda mais depois de ficar 3 meses fora de casa e estar louca por um prato de arroz e feijão.

Enfim, chegamos em casa e foi só festa. Hoje, penso todos os dias em algum detalhe dessa viagem incrível. Saudade é mesmo uma merda. Mas esse não é o ponto desse texto. Voltemos às fotos. 

Cheguei ao veredito final de 216 fotos para revelar. Ainda preciso dar uma olhada, ver se não estou esquecendo de nenhuma. A verdade é que enquanto ia escolhendo, me peguei pensando várias vezes: “Devia ter tirado mais fotos nesse lugar...”. 

Somando os 3 meses, devo ter umas mil fotos – o número deve ser um pouquinho maior. É foto pra caramba. Mas nunca é o suficiente. A gente sempre quer mais.

Mas ai me pego pensando também: quando estamos vivendo momentos especiais como aniversários, viagens, shows, acho importante focar no presente. Cada vez mais tento praticar esse exercício. Parar de disparar o iPhone para todo o lado e focar ali. Mas é tão gostoso ligar o computador agora, quatro meses depois, e reviver todos aqueles momentos. Dá vontade de ter tirado mais fotos porque nosso cérebro traidor não consegue registrar todos os segundos.

Mesmo assim, logo me conforto. Tirei muita foto sim, mas não deixei de aproveitar nenhum segundo por causa disso. Essas mil fotos são o suficiente para relembrar os momentos e ficar com saudade. Não preciso de mais do que isso. Afinal, cada uma dessas fotos me faz lembrar de detalhes do dia em que foi tirada. Posso não ter o registro integral desses dias, mas eles estão aqui. E é isso que importa no final. 

sábado, 12 de novembro de 2011

Recomeço

Wow, voltei! É sério mesmo que um mês e meio se passou desde a minha última postagem? Confesso que grande parte deste "abandono" do blog é culpa da preguiça, mas outubro e esse comecinho de novembro na faculdade quase me deixaram louca... Enfim, sobrevivi aos milhões de trabalhos e provas - é até estranho falar que o primeiro ano de faculdade já acabou - e aqui estou eu amando muito esse tempo merecido de ócio! Prometo, agora com as férias se aproximando, continuar assídua nas postagens e até mudar um pouco o estilo dos textos: eu adoro essa parte de jornalismo cultural, mas como boa estudante, tenho que experimentar de tudo um pouco, não é? Sem mais enrolação, o meu texto de volta é um trabalho da faculdade, mais uma vez, mas é porque não tenho nada pronto por enquanto! Espero que gostem e desculpa pela demora! :)




A arte da não-entrevista

Gay Talese reúne em um só título textos que resultaram de muitas caminhadas e conversas.
Observar é, sem dúvida, uma das tarefas mais importantes do jornalista. Ser capaz de perceber tudo que acontece ao seu redor e passar para o papel suas impressões são tarefas do cotidiano desse profissional que tem, na maioria das vezes, as palavras como suas aliadas. Gay Talese não foge à regra. Em Fama & Anonimato, o jornalista americano tem compiladas suas melhores produções, ricas em detalhes que aguçam a curiosidade do leitor.
Dividida em três grandes partes, a obra com cerca de 500 páginas é quase uma bíblia para os estudantes de jornalismo. Bíblia porque, além da extensão, sintetiza brilhantemente aquilo que todo profissional da área deveria fazer: informar. Mas Talese não o faz de forma burocrática. Com a sua experiência e “arte de sujar os sapatos”, termo usado por Humberto Werneck no pósfácio do livro, o jornalista produziu textos ricos em detalhes sem entediar o leitor. Saber, por exemplo, que os nova-iorquinos da década de 60 piscavam 28 vezes por minuto parece ser uma informação banal, mas inserida no cotidiano da grande metrópole americana, o dado faz todo o sentido.
Gay Talese é considerado um dos criadores do new journalism, apesar de ser enfático ao dizer que seus textos são resultado de práticas do bom e velho jornalismo, aquele no qual o gravador era praticamente inimigo do jornalista. Talese conta no texto final do livro, intitulado “Como não entrevistar Frank Sinatra”, que seus trabalhos foram feitos com muita observação, raras anotações e nenhum tipo de gravação. Apesar de parecer uma tarefa impossível nos dias de hoje – como fazer um bom perfil sem usar o famoso bloquinho ou métodos mais tecnológicos durante a entrevista? – o resultado é bastante promissor. Afinal, como disse o próprio autor, “mais importantes que o que elas [pessoas entrevistadas] dizem é o que elas pensam”. Ironicamente, talvez o texto mais famoso de Fama & Anonimato seja aquele em que o principal personagem não tem nenhuma conversa direta com Talese. “Frank Sinatra está resfriado” é o primeiro texto da terceira parte do livro, na qual diversos perfis escritos por Talese estão compilados. A entrevista com o cantor e ator estadunidense já estava marcada quando o jornalista recebeu uma ligação cancelando o encontro. Como dito no título, Sinatra estava doente e precisava se poupar. Mas o jornalista não desistiu: foram semanas “cercando” o cantor e entrevistando pessoas de sua equipe, além de comparecer a gravação de um especial para TV, onde ficou a poucos metros de distância de Sinatra. O resultado foi um artigo de 55 páginas que não sentiu falta alguma da conversa inexistente com o cantor.
Além dos perfis – até um escritor de obituários não escapou de Talese – e dos textos sobre Nova Iorque, o livro também possui diversas páginas dedicadas à construção da ponte Verrazano-Narrows, que liga o bairro do Brooklyn, na mesma cidade norte-americana, a Staten Island. Nos textos, Talese transmite ao leitor detalhes do cotidiano deste monumento, ao mesmo tempo em que dá voz aos trabalhadores que arriscaram suas vidas durante a obra.
Apesar de publicados em épocas diferentes e somente mais tarde reunidos em um só título, os textos se conectam de tal forma que parecem uma só obra. A tão sonhada fama em contraste com o anonimato traz vivacidade ao livro e prova que grandes matérias não são somente feitas sobre grandes personalidades. Existem anônimos tão – ou até mais – interessantes que muitos conhecidos, e Gay Talese não faz pouco caso da história de nenhum deles.


terça-feira, 27 de setembro de 2011

A ficção da vida real

Outro texto da faculdade. Divirtam-se! :)

Um assassinato na pequena cidade de Holcomb, no estado do Kansas, em 1959 rendeu a Truman Capote a obra de sua vida. A investigação tinha como primeiro objetivo mostrar aos leitores da revista The New Yorker a reação dos moradores da cidade frente a um crime tão brutal, que acabou com as vidas de quatro integrantes da família Clutter. O foco da reportagem mudou depois de Capote conhecer os assassinos, Perry Smith e Richard Hickock. Os dois foram condenados a forca, não sem antes fornecer a ele os mínimos detalhes de um crime definitivamente planejado A Sangue Frio. 
O livro, definido pelo próprio Capote como um “romance de não-ficção”, conta os detalhes do assassinato de Herb Clutter, sua mulher Bonnie e os dois filhos Nancy e Kenyon. O autor faz um relato detalhado do último dia de vida da típica família americana, ao mesmo tempo em que traça os caminhos que levaram Perry e Dick – apelido de Hickock – a Holcomb no dia 15 de Novembro de 1959. Está tudo ali: a descoberta dos corpos na manhã seguinte, o choque dos vizinhos, a fuga dos assassinos e sua relativa calma depois da brutalidade. Além disso, a dúvida: porque uma família que era admirada por todos os moradores da cidade seria assassinada? Um par de binóculos, um rádio e 40 doláres, só o que foi levado da casa naquela noite, certamente não seria motivo para fazê-lo.  
Truman Capote viajou a cidade um mês depois do crime. Entrevistou pessoas próximas aos Clutter, leu documentos oficiais e acompanhou a investigação. Mas foi somente depois de conhecer os criminosos que o jornalista encontrou o rumo de sua obra. Ele foi o único, além dos advogados, a ter permissão para visitar Perry e Dick enquanto estes aguardavam a concretização da sentença, que demorou cinco anos para acontecer. A revista The New Yorker publicou o resultado dessas conversas em quatro edições, que um ano mais tarde se tornariam os quatro capítulos do livro A Sangue Frio. A publicação ficou conhecida como um dos expoentes do new journalism, (no Brasil, jornalismo literário) que além de Capote tem como principais autores Tom Wolfe, Gay Talese e Norman Mailer.
A Sangue Frio é uma obra de 440 páginas que raramente deixa o leitor entediado. A descrição detalhada de Capote traz a dura realidade do crime ao mesmo tempo em que cria uma angustiante atmosfera que só está presente nas melhores histórias de ficção. O jornalista disse nunca ter usado um gravador ou uma caneta para recolher os dados da investigação, gerando certa desconfiança. Capote seria realmente capaz de memorizar todos os fatos e descrevê-los com tanta precisão? É difícil de acreditar que um humano tenha uma memória tão excelente. 
Para os estudantes de jornalismo, A Sangue Frio é leitura indispensável. Capote dá uma lição de como investigar os fatos e conseguir ótimos resultados. Os amantes de uma boa ficção também não ficarão decepcionados: uma história real não poderia ser mais romantizada como essa. E seja com ou sem gravador, Truman Capote conseguiu extrair uma belíssima reportagem de uma nada bela noite na vida da família Clutter.
Beijos,
Aline :)

domingo, 25 de setembro de 2011

O disco Unbroken marca o início da nova Demi Lovato

Demi Lovato lançou essa semana o seu terceiro CD, Unbroken. Depois de muito drama (internação para tratar de problemas alimentares e fim do namoro relâmpago com Joe Jonas) nesse um ano e meio afastada das paradas musicais, a cantora amadureceu e mostrou que pode construir uma carreira de sucesso sólida deixando para trás o rótulo da Disney. A Demi rocker ficou no passado, abrindo espaço para um pop com gostinho de R&B onde sua voz se destaca com perfeição. Para mim, Demi é a melhor cantora "Disney" dos últimos tempos... Arrasa ao vivo e tem um carisma incrível. Eu amei o CD de primeira, apesar de ainda achar umas duas músicas meio desnecessárias. O sucesso, por enquanto, parece garantido: logo no dia do lançamento, o disco atingiu o primeiro lugar de vendas no iTunes e durante a semana, as músicas também alcançaram boas posições nas vendas individuais. Vou falar o que eu achei de cada música individualmente e se vocês curtirem, cliquem em cima do nome que ele vai te levar para ouvir a música! ;) Mas antes disso, vejam esse recado da Demi, ao som da minha faixa favorita do CD...




1. All Night Long (feat. Missy Elliott & Timbaland): Na primeira música, já dá pra perceber a mudança de foco da Demi. A colaboração com Missy Elliot e Timbaland é bastante pop. Achei uma ótima escolha pra começar o disco... É bem animada e dá mesmo vontade de "party all night long".
2. Who's That Boy (feat. Dev): Essa já foi anunciada como o próximo single do CD e o clipe está há poucos dias de ser gravado. Gosto muito dessa também! Tem uma batida muito legal e é bem divertida. Tô louca para que lançem o clipe logo, porque amei as coreografias que a Demi fez nos shows recentemente...
3. You're my only shorty (feat. Iyaz): Não está nas minhas favoritas. Apesar de adorar a voz da Demi nessa, achei nada a ver colocar esse cara em uma das colaborações... hahahah O refrão é bem chiclete  e a letra não diz nada de interessante.
4. Together (feat. Jason Derulo): A última colaboração do disco é bem fofinha. Quando vi o nome Jason Derulo logo achei que era mais uma faixa animada, mas me enganei. Tem uma batida leve e a letra é romântica. Demi dá seus "gritos" característicos que combinaram com a voz do Jason.
5. Lightweight: Na minha opinião, o disco começa de verdade com essa música. A letra é linda e a voz da Demi então, nem comento. Gosto também porque quebrou um pouco o pop predominante das quatro primeiras faixas. Está facilmente entre as minhas favoritas de todas as músicas que ela já gravou...
6. Unbroken: A faixa que dá nome ao disco volta com o pop. Gostei muito também e quero que seja single para ver a Demi fazendo a louca nas coreografias do clipe... ;)
7. Fix a Heart: Essa é a minha favorita por enquanto. Desde a primeira vez que escutei, amei. A letra é bem pessoal, no estilo de Skyscraper. Se na versão de estúdio a voz dela já me fez arrepiar, quero ver quando tiver um show...
8. Hold Up: Vou ser sincera e dizer que acho essa a faixa mais inútil de todo o CD. Ainda não consegui gostar, mas quem sabe me acostumo. Acho que além do refrão ser nada a ver, ela me lembrou muito algumas músicas da Miley Cyrus, da qual não sou muito fã...
9. Mistake: Curti muito a batida dessa e até me lembra um pouco o segundo CD dela!
10. Give Your Heart Break: Depois de ler um comentário no youtube dizendo que o começo dessa lembra o Coldplay, achei a descrição perfeita. Mas é só o comecinho mesmo. O resto da música é bem pop! Apesar de grudar na cabeça, eu adorei, principalmente pela voz dela e de novo, os gritos.
11. Skyscraper: Já falei dessa aqui, mas vou aproveitar para comentar o remix que fizeram para esse disco também. Outra faixa inútil! Até eu fazia esse remix, se soubesse o mínimo de mixagem... Por favor né, poderiam ter usado o espaço para outra faixa mais interessante hahaha
12. In Real Life: A mais fofa de todas do disco! Demi faz um constraste com um relacionamento dos sonhos e o da vida real, com um refrão bem bacana... Sua característica voz anasalada marca a faixa inteira e traz um ar diferente pro CD.
13. My Love Is Like a Star: Essa é a única faixa que mais se aproxima do R&B que a Demi tanto usa para descrever o disco. Amo a voz dela, bem mais madura do que nos outros dois CDs.
14. For The Love Of A Daughter: Fiquei tão feliz de saber que essa estaria no Unbroken. Na verdade, era para ser lançada no seu segundo CD, Here We Go Again, mas foi tirada sem grandes explicações. Talvez seja porquê é provavelmente a faixa mais pessoal que a Demi já gravou. Ela fala do seu relacionamento com o pai biológico, o qual ela não tem muito contato... É um descrição muito forte do que ela viveu na infância, além de ser uma mensagem direta para o pai. Vale a pena prestar atenção na letra...

Bom, como eu disse no começo, gostei muito do disco e não consigo parar de ouvir! Apesar da Demi ter mudado bastante seu estilo e dar um pouco de saudade daquele rockzinho do começo da carreira, tenho certeza que ela vai ter muito sucesso com esse novo trabalho. Eu, pelo menos, torço bastante por isso! Espero que vocês curtam também!

Beijos,
Aline :)

sábado, 17 de setembro de 2011

O fim do bom-mocismo

Depois do irmão mais novo, foi a vez do vocalista dos Jonas Brothers Joe Jonas lançar carreira solo. Mas parece que o projeto de Joe vai ser levado mais a sério: enquanto Nick Jonas & The Administration foi algo alternativo à banda com os irmãos, Joe chegou no segundo single essa semana com jeito de que esse não é só um projeto passageiro. Depois de See No More, Just In Love vem para confirmar que o Jonas do meio quer mesmo se livrar da fama de bom moço que construiu no passado.
Não acompanhei muito o processo de formação dessa carreira solo do Joe, até porque acho que marca o fim da banda que me fez gostar deles. Gostei de See No More, mas parou por aí. Porém, com a aproximação da data de lançamento do CD (11 de Outubro), comecei a me ligar mais nas notícias sobre Joe e fiquei animada ao saber que um novo clipe ia ser lançado em breve. Escutei Just In Love pela primeira vez essa semana e me peguei cantando ela durante vários momentos do dia. A música é bem pop, mostrando mais uma vez que Joe quer construir uma carreira parecida com a do cantor Justin Timberlake.
Antes mesmo de sair o clipe, as poucas imagens que foram divulgadas já causaram alvoroço: Joe sem camisa, beijando a garota, era realmente uma enorme mudança para quem acompanhou a carreira dos Jonas Brothers.  Eu, que sou fã deles há bastante tempo, esperava ansisosa por essa mudança de imagem. Fiquei cansada daquela história de pureza, anel da virgindade e etc e acho que além de não caber no cenário pop atual, era uma ideia meio falsa. Apesar do medo de Joe forçar demais a barra, fiquei surpresa ao ver o clipe e achar um dos mais fofos que vi nos últimos meses: os beijos e cenas mais "quentes" existem, mas a história foi construída de uma forma que isso coube perfeitamente. O cenário também ajuda: Paris rendeu ótimas imagens ao clipe. Adorei a edição também.
Esse fim do bom-mocismo do Joe me deixou animada pra ouvir o Fast Life. E só para confirmar como essa imagem de bom menino vai ficar para trás, um CD explícito séra lançado. Só maiores de 18 anos poderão comprar o disco, o que me deixa meio receosa sobre o que essa versão terá de diferente... É esperar para ver. Enquanto isso, a gente fica com essa pequena prévia do que vem por aí:


Beijos,
Aline :)

terça-feira, 13 de setembro de 2011

O que não está nos documentos

Esse texto foi feito para a faculdade e por isso vai ser um pouco mais formal do que os outros do blog... Espero que gostem! :)

Há 66 anos, o mundo conhecia a primeira bomba atômica, assim como suas terríveis consequências. Já no final da Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos lançaram a bomba que além de mudar a vida de muitos moradores de Hiroshima, a primeira cidade atacada, marcou a história mundial como um terrível episódio a ser lembrado. Em Hiroshima, John Hersey faz o que ficou conhecida como a melhor reportagem jornalística da história, mostrando para o mundo inteiro quais foram os reais problemas de um acontecimento que poderia ter sido evitado.
Hiroshima foi publicado pela primeira vez em agosto de 1946, na revista norte-americana The New Yorker. O texto ocupou a edição inteira e os exemplares esgotaram em minutos. Quarenta anos depois, Hersey voltou à cidade para reencontrar os personagens e descobrir qual foi o rumo de suas vidas após a tragédia. Com 176 páginas, a edição da Companhia das Letras é dividida em quatro capítulos e um pósfácio feito por Matinas Suzuki Jr.
O jornalista começa a obra com uma descrição daquele 6 de Agosto de 1945 para cada um dos entrevistados. Alguns, por acaso do destino, mudam a rotina de suas vidas exatamente naquele dia, o que ajudou para que sobrevivessem ao ataque. Nos próximos capítulos, Hersey tenta mostrar ao leitor como ficou Hiroshima depois da bomba. A população estava desinformada e com medo, mas o espírito de solidariedade dos japoneses nunca deixou de se manifestar.
Com o início do processo de recuperação, o autor escreve pequenos trechos para cada personagem. Os efeitos colaterais da radiação já começam a aparecer e físicos de todo o mundo tentam explicar o que aconteceu. Aqueles que ainda estão vivos não gostam de ser chamados de sobreviventes, por acharem que é um desrespeito com os mortos. O termo “hibakusha” (pessoas afetadas pela explosão) é o único usado para referirem a si mesmo. No último capítulo, começa a descrição da visita de Hersey aos japoneses 40 anos após o lançamento da bomba. Cada um continuou sua vida de um jeito: seguem em frente tentando esquecer; recomeçam o que foi destruído e buscam a paz. E ainda assim, alguns não resistem às doenças geradas pela radiação.
O livro, considerado como um dos primeiros exemplos do new journalism (ou jornalismo literário) é de uma leitura extremamente leve, mesmo com um tema tão carregado de emoções. Com uma escrita dinâmica, Hersey consegue expor mais do que os números e dados que se encontram nos livros de História e em documentos oficiais. É interessante observar como mesmo em meio ao caos, os japoneses lutaram pela sua sobrevivência, além do grande exemplo de solidariedade com seus conterrâneos.
A vida real e o duro processo de recuperação de cidadãos que apenas saíam para mais um dia de trabalho não podia ser exemplo melhor para mostrar o que uma guerra e sua política de vingança podem fazer com a sociedade. A obra termina com uma demonstração de que nem mesmo as mortes de milhares de inocentes foram o suficiente para apagar a bomba atômica da história: ao longo dos anos, outros países realizavam testes com suas próprias fabricações, como se tivessem se esquecido do que aquela arma fez e ainda poderia fazer. É como disse o próprio John Hersey ao se referir a um dos personagens: “Sua memória, como a do mundo, começava a falhar.”.

Beijos,
Aline :)

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

As lágrimas de Avril

Avril Lavigne divulgou hoje seu novo clipe, Wish You Were Here. Ao contrário do que muitos pensam quando veem o nome, este não é um cover da música do Pink Floyd : é o terceiro single do CD que ela lançou esse ano, Goodbye Lullaby (What The Hell e Smile foram os dois primeiros).
O clipe consiste em Avril sentada cantando a música, sem grandes surpresas. Acompanhando os closes em seu rosto, as lágrimas talvez sejam o mais significativo do clipe. A cantora canadense chegou a colocar em seu twitter que "as lágrimas são reais... sem cebolas!!". O conjunto da obra resulta num desabafo carregado de emoções, já que a música é basicamente um apelo pela presença do amado ("Você está sempre lá, você está em todos lugares... Mas agora gostaria que estivesse aqui").
Desde que escutei pela primeira vez, gostei bastante da música. É melódica, sim, mas tem um ritmo legal. Porém, fiquei decepcionada com o clipe. Achei que poderiam ter elaborado mais a história e talvez criado um enredo de verdade. Tive a impressão de que foi feito meio às pressas, sem um objetivo... Talvez Avril não quisesse realmente contar uma história, mas só fazer uma coisa mais crua, sem enormes produções, como fez a Demi Lovato com Skyscraper (será que essa é a nova tendência entre as cantoras pop?). De qualquer forma, confesso que eu também quase derrubei umas lágrimas ao assisti-lo. Não pelo clipe em si, mas por lembrar de acompanhar essa música ao vivo no show dela em Julho (inclusive, tem um post aqui no blog falando desse dia). Foi legal lembrar do Via Funchal lotado, cantando em uníssono com Avril...
Talvez o meu texto não inspire muitas pessoas a ver o clipe (e olha que sou fã dela hein!) e na verdade eu penso que a Avril não tem investido muito na divulgação desse seu último trabalho. Me parece que os outros dois singles também não fizeram tanto sucesso assim, quando tinham tudo para ficar entre os melhores do ano. É uma pena, porque o Goodbye Lullaby pode ser considerado um dos seus melhores CDs (ela lançou quatro) até agora...
Mas se você ficou curioso para ver o clipe, aqui está:



Beijos,
Aline :)