Depois de certa relutância, assisti Meia Noite em Paris na semana passada. Digo relutância porque apesar de só ouvir elogios sobre o filme, não tinha realmente me interessado pela produção de Woody Allen. Talvez porque das poucas coisas que já vi dele, a maioria me fez bocejar (ok, podem falar "mas é o Woody Allen!!!". A verdade é que eu bocejei mesmo). Apesar de tudo, saí do cinema encantada. Amei o filme e veria de novo a qualquer momento. E foi então que decidi o tema para o post da semana no blog... :)
Meia Noite em Paris retrata Gil Pendler (Owen Wilson), roteirista de Hollywood que passa as férias com a família de sua noiva, Inez (Rachel McAdams), em Paris. Gil está frustrado com seu trabalho, pois este não permite que mostre o verdadeiro escritor dentro dele. Certa noite, vagando sozinho pela noite de Paris, entra em um misterioso carro e conhece Ernest Hemingway, F. Scott Fitzgerald e Pablo Picasso, além de outras figuras que faziam parte do cenário artístico da década de 20. A partir daí, o filme ganha um ar de comédia "cult", mas não é necessário ser um especialista para entender as ótimas tiradas dos personagens. Gil conhece Zelda Fitzgerald, mulher de Scott que é um tanto quanto "perturbada", acompanha o drama de Picasso na criação de suas obras e se apaixona pela amante do mesmo. A cada noite, ele experimenta aquilo que seria a Paris de seus sonhos, mas que na verdade, já está no passado.
Baseado no livro Paris é uma Festa de Hemingway, o filme demonstra perfeitamente aquela impressão magnífica da cidade da luz, com a qual o próprio personagem sonha: Uma Paris que tem a arte como sua protagonista. Eu saí de lá morrendo de vontade de pegar um avião, chegar na capital francesa e entrar no mesmo carro que Gil entrava todas as noites. E é claro, conversar horas e horas com o autor de O Velho e o Mar.
Gostei da atuação da Rachel McAdams. Conhecida por seus papeis em Diário de uma Paixão e Meninas Malvadas (não dá pra esquecer a Regina George, né?), ela coube perfeitamente no papel da noiva cética de um escritor sonhador. Porém, não acho que Owen Wilson convenceu no papel. Não que ele tenha feito um trabalho ruim, mas simplesmente não consigo ver a mesma pessoa que interpreta uma miniatura de caubói em Uma Noite no Museu ser um apaixonado por Paris. Mas quem sabe o filme de Woody Allen foi o pontapé inicial para uma carreira mais séria de Owen? Confesso que os outros atores são desconhecidos para mim (tirando Kathy Bates, que interpreta a mentora de Picasso e de todos os outros artistas retratados no filme), mas o elenco foi bem selecionado (Carla Bruni, a primeira-dama e cantora francesa, tem algumas cenas no filme.) A trilha sonora também é uma delícia, como não podia ser diferente.
Voltando ao assunto do primeiro parágrafo, achei engraçado o quanto gostei do filme, considerando que fui assistir carregada de "preconceitos" contra Woody Allen. Acho que agora vou assistir as obras dele com outro olhar... O livro que deu origem ao filme já está no topo da minha lista de leitura para as próximas férias e o curso de francês, que já estava no planejamento, agora é prioridade!
E se você se interessou pelo filme também, corre porque já deve estar saindo das salas de cinema! Por enquanto, aqui está o trailer:
Beijos,
Aline

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